Panamá, 26 de outubro de 2025. O 13o Festival Nacional do Chapéu Pintano foi concluído com sucesso com um desfile de centenas de chapéus, carrinhos, música e tradição, com milhares de visitantes reunidos para comprar esta promessa icônica representando o orgulho e identidade do povo panamenho.
Os verdadeiros protagonistas desta celebração foram os artesãos, guardiões de uma tradição que transcendeu gerações. Entre eles estava Armando Hernández, da comunidade de Las Pozas, Penonomé, que aprendeu a arte do tecido quando criança.
"Desde os 14 anos que faço chapéus. Trabalho nesta profissão há mais de 40 anos e faço chapéu há um mês e trabalhos de alto nível têm sido até meses e meio, dependendo do número de turnos", orgulhosamente compartilhou.
Seu grau de mestre e qualidade de suas peças têm sido seu crédito a vários reconhecimentos. "O chapéu mais caro que tenho vendido alcançou mil dólares", disse Hernandez, que considera cada peça um sinal de paciência e amor por sua profissão.
Outra notável artesã foi Gloria Hernandez, da comunidade de El Jobo, que aprendeu a arte de tricotar chapéus de 6 anos de idade, seguindo o exemplo de sua avó, sua mãe e seus vizinhos.
"Aprendi a ver minha avó, minha mãe e seus vizinhos. Eram meus professores", diz Gloria, que hoje transmite esse conhecimento para suas filhas, netas e pessoas dentro e fora do país.
Seu primeiro chapéu foi vendido por 65 centavos, sem imaginar que esse seria o início de um caminho que o tornaria um dos mais representativos legados artesanais do Panamá. Sua dedicação foi reconhecida com a Medalha San José e teve a oportunidade de representar seu país no exterior, levando o nome de La Pinada e o artesão panamenho para outro continente.
Os vencedores dos diferentes concursos de artesanato foram recompensados durante o dia, incluindo o de crineja tricotar chapéus, um dos desafios mais populares. Justiças avaliaram a qualidade, precisão e autenticidade de cada peça, enquanto visitantes e colecionadores admiravam o talento e dedicação dos participantes.
O festival também representou três dias de intensa atividade econômica para empresários, pequenas empresas e produtores locais, fortalecendo La Pintada como ponto de encontro entre cultura, arte e desenvolvimento comunitário.
Autoridades, patrocinadores e convidados visitaram os postos de exposição, destacando o valor do trabalho artesanal como patrimônio de uma nação.
Homens e mulheres que, com as suas mãos, mantêm viva a sua tradição demonstraram que a arte e a cultura continuam a florescer nesta terra togesana.