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"A voz das línguas ancestrais foi ouvida na FIL

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"A voz das línguas ancestrais foi ouvida na FIL

"A voz das línguas ancestrais foi ouvida na FIL

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A Feira Internacional do Livro (FIL) realizou o Fórum: Diálogo Internacional das Línguas Indígenas, um espaço dedicado à reflexão e ação sobre a situação urgente das línguas ancestrais.

Esse evento fez parte da Década Internacional de Línguas Indígenas (2022-2032), iniciativa das Nações Unidas liderada pela UNESCO para preservar e revitalizar o patrimônio linguístico da humanidade.

O Fórum, com a presença de autoridades indígenas, delegados e um público dedicado, foi iniciado com uma saudação emocional de representantes em sua língua materna, um gesto que enfatizou a riqueza e diversidade que procuram proteger.

Abordou questões como uma projeção alarmante de que pelo menos 50% das línguas atuais poderiam desaparecer até o ano 2100, figura que destaca a conexão intrínseca entre a perda de uma língua e o desaparecimento de um vasto conhecimento cultural e um patrimônio inestimável.

O Fórum também ressaltou a necessidade de um compromisso global por parte dos povos indígenas, dos governos e do sistema das Nações Unidas para garantir o sucesso da Década.

Os expositores compartilharam suas experiências e esforços para salvaguardar e promover suas línguas e culturas.

Os participantes foram: Deici Guainora, pesquisador intercultural da Udelas, David Trugri do grupo Kibian Kia, María Esther De León da Fundação Indígena FSC, José Eliécer Sánchez do INEC- Controlador Geral da República, Vielka Acosta, artesão Ngabe, e Gregorio Green da Educação Bilíngue Intercultural de Meduca e Blas Quintero do Centro de Pesquisa Antropológica da Universidade.

Cada falante delineou seu trabalho de sua instituição ou organização, mostrando como, através da educação, pesquisa e arte, sua identidade cultural pode ser fortalecida e essas línguas podem ser continuadas para as gerações futuras.

O Fórum serviu como um importante lembrete de que as línguas indígenas não são apenas meios de comunicação, mas também pilares da identidade, história e cosmovisão dos povos.