A Semana Latino-Americana e Caribeana na UNESCO, sob o lema "Viva Roots of Biological Diversity", apresentou uma amostra representativa de suas culturas nativas, afrodescendentes e mestiços. A apresentação destacou a profunda conexão entre nosso patrimônio natural e cultural, tanto em nossas paisagens e biodiversidade quanto em nossos povos, ritmos e cores.
O público, composto por altos funcionários do UNESCO, delegações, acadêmicos, estudantes e outros convidados, regozijou-se com danças que evocam a selva e os rios, interpretadas por representantes dos povos Emberá e Guna, guardiões do conhecimento ancestral profundamente ligados a árvores, águas e terra.
Expressões culturais de ascendência africana, como a força do congo e o diablicos sujo, nascido em manguezais e costas, foram apresentadas e refletem um legado vivo de resistência, liberdade e orgulho.
Finalmente, a elegância do terno típico panamenho, o pollera com seus tremores, bem como as camisolas e o chapéu de cerveja, transportar os assistentes para a vida do campo com suas flores, bordados e música de alto chão, onde a tradição se entrelaça com a natureza.
A biodiversidade é o tecido vital do nosso planeta. Proteger e salvaguardar tanto o património cultural como o património natural e apoiar a criatividade dinâmica e os sectores culturais é crucial para enfrentar os desafios actuais: as alterações climáticas, a desigualdade, a divisão digital e os conflitos crescentes.
A Delegação Permanente do Panamá à UNESCO agradeceu ao Ministério da Cultura pelo seu empenho e colaboração, o que possibilitou esta representação significativa da nossa identidade viva, cultura e raízes que alimentam e sustentam a nossa biodiversidade.