Panamá, 26 de junho de 2026. A Ministra da Cultura, María Eugenia Herrera, hoje liderou e moderou o painel de alto nível "Conhecimento, Cultura e Diplomacia", um espaço de reflexão realizado no Fórum de Líderes Globais para comemorar o Bicentenário do Congresso Anficcional de 1826 e da 56a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA)
A atividade foi realizada com o objetivo de destacar a cultura e o intercâmbio de conhecimentos como as bases mais firmes para a integração regional, lembrando que não há união política ou econômica duradoura sem um profundo sentido de identidade e de filiação.
Durante o encontro, discutimos como a diplomacia cultural é um pilar fundamental capaz de abrir portas onde outras estratégias formais têm limites.
Num contexto marcado por imediatismo tecnológico e desafios econômicos complexos, os participantes enfatizaram a urgência de sustentar o investimento público no setor, bem como a necessidade de conceber políticas de cultura externa que promovam a cooperação internacional, a pesquisa e o intercâmbio educacional como ferramentas para o desenvolvimento cognitivo e social.
O diálogo foi destacado pela participação de um grupo seleto de líderes globais que trouxe diferentes perspectivas para o debate.
Jeri Ramón, reitor da Universidade Nacional Mayor de San Marcos do Peru e Alexander Leicht, diretor da UNESCO para a América Latina, deram uma visão acadêmica e multilateral sobre o resgate de recursos dos centros de estudo.
Por sua vez, Enrique Varga, Diretor de Cultura da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e Lim Thuan Kuan, Embaixador de Cingapura, enriqueceram a mesa, abordando a importância da cooperação interestadual e o valor da arte e do patrimônio na geopolítica moderna.
Um dos pontos mais destacados do painel foi o chamado para transformar o papel das comunidades nativas e das novas gerações.
Os expoentes concordaram que os povos indígenas deveriam ser reconhecidos como atores institucionais plenos e não como meros objetos de estudo, respeitando sua diversidade para construir verdadeiras nações multiculturais.
Ao mesmo tempo, destacou-se que os jovens não podem simplesmente comemorar o passado e que as instituições têm que fornecer ferramentas digitais e oficinas ativas para que os jovens fortaleçam seu senso de pertença ao planeta e levem à criação de seu próprio projeto de vida.
Com a condução deste fórum, o Panamá confirma a sua vocação histórica como país de ligação e epicentro de diálogo construtivo.