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Rubén Blades sela o fechamento dos Condes da América Central no Panamá dando seu legado ao Instituto Cervantes

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Rubén Blades sela o fechamento dos Condes da América Central no Panamá dando seu legado ao Instituto Cervantes

Rubén Blades sela o fechamento dos Condes da América Central no Panamá dando seu legado ao Instituto Cervantes

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Panamá, 23 de maio de 2026. Em um encontro emocional e histórico que uniu a música popular com a alta literatura, o famoso cantor panamenho Rubén Blades deu seu legado cultural ao Instituto Cervantes e tornou-se o principal evento no final da edição mais recente do Festival Centro-Americano conta no Panamá.

Após cinco dias de intensa atividade que colocam a nação como epicentro de pensamento da região, o festival fechou com um fecho de ouro magistral: uma conversa de alto nível entre Blades e o renomado escritor americano-dominicano e vencedor do Prêmio Pulitzer, Junot Diaz. Esse simpósio serviu de palco para o tributo que o Instituto Cervantes deu ao artista panamenho, reconhecendo seu colossal impacto na identidade, crônica urbana e narrativa da cultura espanhola.

O momento mais significativo da noite aconteceu como o diretor do Instituto Cervantes, Luis García Montero, recebeu com grande honra o legado de Blades dedicado à prestigiada caixa de cartas em Madrid, a abóbada que preserva os tesouros da mais alta figura do património cultural espanhol.

Os objetos dados pelo cantor poderiam ter sido mais simbólicos: suas icônicas maracas purificadas com a bandeira do Panamá e um manuscrito com a letra da canção Fatria.

O encerramento também contou com a presença da Ministra da Cultura do Panamá, María Eugenia Herrera, que felicitou escritores e gestores locais por sua valiosa representação e enfatizou o poder unificador da arte na região.

"A participação de nossos criadores mostra que a América Central tem uma voz viva, crítica e profundamente humana, que este encerramento deve ser um adeus, mas o início de novas colaborações e novas histórias a serem contadas", afirmou.

O impacto e o sucesso desta edição no istmo foram de tal magnitude que, antes de demitir o encontro que reuniu o pensamento ibero-americano mais seleto, a organização do festival anunciou oficialmente que o Panamá se tornará novamente a capital literária da região, sendo eleito como sede em 2028.